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ALGUNS POEMAS DA GERAÇÃO 59 

 

A seleção destes poemas foi realizada pela coordenação editorial da Revista Philipeia a partir da obra organizada pelo filósofo e poeta paraibano Vanildo Brito (1937-2008), Geração 59, publicada na Parahyba em 2009, pela editora Linha D’água.

 

POEMA Nº1

Oh! Nudez das ruas sozinhas,

Nas noites sem lua!

Ah! O presságio do dia

Nesta minha agonia!

 

Liana de Barros Mesquita (João Pessoa – Paraíba)

 

 

METAMORFOSE Nº2

Na pedra do meu acalanto,

eu pus riso e pus desgosto

e a pedra humanizou-se

no silêncio do sol posto.

 

Extinguirei de minha carne

os pedaços dessa pedra

e porei em fogo eterno

o que de mim for passável,

[ Em horizontes prostrados

jaz o lugar onde me deito,

porque morreu em meu peito

a flor de sangue plantada]

 

Quero ser pedra parada,

fitar as mesmas paisagens,

gritar silêncio ao universo

e nem morrer, nem ser nada.

 

José Bezerra Cavalvante (Esperança/Paraíba)

 

PATÉTICA Nº2

Mora o sol na tua carne

Sob os ossos do teu rosto.

 

Teu rosto é barro cozido

Onde está plantada a morte.

 

Eu vejo na tarde grande

O teu rosto destruído

Porque os ventos abriram

As portas da tua face.

 

Mas depois dos cataclismos

Tua carne será forte

Como os ossos do teu rosto

Onde está plantada a morte.

 

Luiz Correia (Alagoa Grande – Paraíba)

 

 

©

Revista Philipeia

Ano VI

ISSN: 2318-3101

Parahyba, Brasil

 

 

 

 

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