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Revista Philipeia

crítica+informação+arte

“Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia”

(Tolstói)

Nascida na Paraíba em 2013, a revista surgiu da necessidade de encontrar uma forma de divulgar uma reflexão crítica sobre as conjunturas da arte sem escorregar em discursos neopublicitários do jornalismo cultural contemporâneo. A Philipeia é um nome que revela uma homenagem à  Paraíba, já que corresponde ao antigo nome da sua capital, que a partir da década de 30 passou a ser  denominada de João Pessoa, tendo sido também chamada de Parahyba (seu real nome!). A nomenclatura  da revista contém, assim, o que se poderia chamar de uma espécie de “estética do resíduo”, na qual aquilo que é residual é expressão do que resistiu, ou seja, não se perdeu. Por isso Philipeia: um nome de uma cidade que não é mais o nome atual da cidade. Uma cidade que não mais existe enquanto Philipeia, contudo existe na medida em que resiste, ao menos, num tipo de imaginário. Philipeia é hoje um nome que resiste em muitos lugares da cidade, como uma invocação memorial de suas origens. Mas, nesta revista,  a Philipeia  é um termo ressignificado. Não queremos, por outro lado, reivindicar uma volta ao passado, tampouco defender a Philipeia como nome de nossa cidade. Apenas mantemo-nos numa memória estética, afetiva, ressignificadora e criadora, a partir da qual o lugar passa a ser não-lugar, transcende o geográfico e se refere ao plano intelectual, ao invés do concreto.

Portanto, não concedemos nenhuma relação objetiva com o termo Philipeia, nem destacamos uma manifestação de homenagem isoladamente histórica, mas uma homenagem ressignificada e imaginária, poética. Por isso, Philipeia entra como um outro termo, e lugar, cujo sentido vai além.

Grande parte de quem escreve na revista é de origem paraibana ou mantém alguma relação com a Paraíba, mas isso não é uma condição única para o vínculo com as autoras e autores que aqui escrevem. Apenas acreditamos na importância desta revista como um porta-voz de ideias para fora do eixo Rio-São Paulo, cuja centralização costumeira, para não dizer tradicional, tem revelado, na história, muito mais redução do que propriamente expansão do ideário intelectual brasileiro.

Se verá que nesta revista os textos partem de uma “cartografia determinada” que nada determina, e também de um nome que é ao mesmo tempo “existente e inexistente” na nossa cidade. Por isso, Philipeia! Assim, a revista parte tempestivamente a um espaço pós-cartográfico. O uso do meio virtual para a divulgação da Revista Philipeia comprova isso, ao anular a relevância objetiva do lugar e fornecer a relevância plástica do “não-lugar”, graças à transgressão virtual, na qual a Philipeia deixa um rastro que (r)existe em outros sentidos.

Philipeia, nossa Pasárgada!

Philipeia, muito além da Pauliceia desvairada!

Agradecemos seu acesso à revista!

Boa leitura!

A equipe editoral