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Revista Philipeia

crítica+informação+arte

“Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia”

(Tolstói)

A Philipeia, nome que revela uma homenagem à  Paraíba, já que corresponde ao antigo nome da sua capital, que a partir de 1930 passou a ser  denominada de João Pessoa, tendo sido também chamada de Parahyba – seu nome real, que atualmente é reivindicado, é uma revista de crítica, informação e arte. A nomenclatura  da revista contém também uma espécie de “estética do resíduo”, na qual aquilo que é residual é expressão do que resistiu, ou seja, não se perdeu. Por isso Philipeia: um nome de uma cidade que não é mais o nome atual da cidade. Uma cidade que não mais existe enquanto Philipeia, contudo existe na medida em que resiste, ao menos, num tipo de imaginário. Philipeia é hoje um nome que resiste em muitos lugares da cidade. Mas nesta revista,  a Philipeia  é um termo ressignificado, ao considerarmos o Phili como expressão em analogia ao termo grego Philia, que significa amor e afeto. O “peia” nos conduz a remeter à partícula do termo “epopeia”. Unindo esses termos temos Philipeia, se afirmando como a “epopeia afetuosa” das ideias e reflexões expostas na revista. Não queremos, por outro lado, reivindicar uma volta ao passado, tampouco defender a Philipeia como nome de nossa cidade. Apenas mantemo-nos numa memória estética, afetiva e criadora, a partir da qual o lugar passa a ser não-lugar, transcende o geográfico e se refere ao plano intelectual.

Portanto, não concedemos nenhuma relação objetiva com o termo Philipeia, nem destacamos uma manifestação de homenagem isoladamente histórica, mas uma homenagem ressignificada e imaginária, sem abandonar, por outro lado, o sentido histórico, porém o fazendo de modo crítico. Por isso, Philipeia entra como um outro termo, e lugar, cujo sentido vai além.

Grande parte de quem escreve na revista é de origem paraibana ou mantém alguma relação com a Paraíba, mas isso não é uma condição única para a vínculo com as autoras e autores. Acreditamos na importância desta revista como um porta-voz de ideias para fora do eixo Rio-São Paulo, cuja centralização costumeira, para não dizer tradicional, tem revelado muito mais redução do que propriamente expansão do ideário intelectual brasileiro.

Se verá que nesta revista os textos partem de uma “cartografia determinada” que nada determina, e também de um nome que é ao mesmo tempo “existente e inexistente” na nossa cidade. Assim, a revista parte tempestivamente a um espaço pós-cartográfico. O uso do meio virtual para a divulgação da Revista Philipeia comprova isso, ao anular a relevância objetiva do lugar e fornecer a relevância plástica do “não-lugar”, graças à transgressão virtual, na qual a Philipeia deixa um rastro que (r)existe em outros sentidos.

Philipeia, nossa Pasárgada!

Philipeia, muito além da Pauliceia desvairada!

Gratidão pelo seu acesso à revista!

Boa leitura!

 

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